Varginha comemora 138 anos

Neste 7 de outubro, Varginha comemora 138 anos. Em razão da pandemia, nada de festa, desfile cívico ou grandes atrações para o público. Para comemorar a data, cerimônia cívica, às 8 horas na

Concha Acústica, com hasteamento de bandeiras e o Hino Nacional com representação da Guarda Civil Municipal do Município de Varginha.

História

A colonização do sul de Minas começa no século XVII, quando a região ainda pertencia à Capitania de São Paulo.

Os bandeirantes vindos de São Paulo através do Vale do Paraíba cruzaram a Serra da Mantiqueira na região da garganta do Embaú, atual Passa Quatro. Dentre os bandeirantes paulistas, o que mais se destacou foi o primeiro e principal deles, Fernão Dias Pais Leme, que desbravou a região e seguiu ao norte rumo ao sertão em busca da lenda indígena de Sabarabuçu. Os bandeirantes que estavam em busca de pedras preciosas e regiões auríferas passaram pela região das margens do Rio Verde e do Rio Grande, fazendo um de seus primeiros pontos de apoio as proximidades da atual cidade de Baependi.

Passavam também frequentemente pela região muitos comerciantes paulistas (os tropeiros) que comercializavam produtos originários de São Paulo e de Portugal. Esses comerciantes viajavam em tropas e dormiam em cabanas, erguidas de seis em seis léguas. O atual Bairro da Vargem era um desses pontos de descanso.

Os primeiros documentos de que se tem notícia sobre a história de Varginha datam de 1780.

Os tropeiros, que estavam passando regularmente por Varginha, fizeram, em 1785, uma pequena capela, próxima de onde está atualmente a Matriz do Divino Espírito Santo. Em 1806, foi construída a capela do Divino Espírito Santo das Catanduvas e, no mesmo ano, foi doado o terreno exigido para o patrimônio distrital. Então se deu ao povoado o nome de Catanduvas ou Catandubas; palavra originária do tupi, que significa “mato rasteiro e fechado, áspero e espinhento, de pequeno porte”. Em virtude do padroeiro da capela, passou a chamar-se Espírito Santo das Catanduvas.

Com a expansão da cultura cafeeira por volta de 1870 nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, a região do sul de Minas também deu início em suas fazendas ao cultivo da planta do Café, o que era altamente lucrativo, enriquecendo muitos dos produtores da região.

Visando suprir a necessidade de uma mão de obra alternativa à escravidão, já que não havia mais escravos devido à abolição da escravatura, o governo brasileiro fez um acordo com a Itália, no qual muitos italianos vieram para o Brasil com as despesas pagas pelo governo brasileiro; em troca, os italianos deveriam trabalhar durante determinado tempo na produção de café, recebendo uma determinada porcentagem da produção.

Varginha foi um dos municípios que mais receberam imigração italiana no Brasil neste período. Com enorme empenho e força de trabalho muitos italianos foram comprando suas próprias terras e também começaram seus próprios negócios, o que gerou grande desenvolvimento econômico para Varginha e para o sul de Minas no final do século XIX e início do século XX.

Os italianos difundiram o comércio e fundaram em parceria com varginheses da época o moinho de trigo, atual Moinho Sul Mineiro. Também é atribuída à colônia italiana a construção do Theatro Capitólio, que segue o estilo tolentino e cuja decoração foi atribuída ao italiano Alexandre Vallati.

A pequena cidade de Varginha, no início do século XX, já contava com muitos estabelecimentos de beneficiamento de café. O produto sempre foi um importante fator de desenvolvimento para a região, principalmente em decorrência da forte influência paulista na região.

Outro fluxo considerável foi o de imigrantes sírio-libaneses, que ocorreu nas primeiras décadas do século XX, imigrantes estes que viviam em sua maior parte do comércio de produtos da capital paulista.

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