Valor da cesta básica em Três Pontas tem a maior alta em 2020

Assim como ocorreu em Varginha, o Índice da Cesta Básica de Três Pontas (ICB – FATEPS/UNIS) teve a maior alta no ano de 2020 atingindo entre os meses de outubro e novembro 7,91%, chegando ao quarto mês consecutivo de aumento no indicador.

A pesquisa é realizada através da coleta de preços de 13 produtos que compõem a cesta básica nacional de alimentos nos principais supermercados da cidade, usando a metodologia adotada pelo DIEESE a nível nacional. No acumulado de 2020 (de abril a novembro) a cesta básica aumentou 15,96%.

A pesquisa demonstrou que neste mês de novembro o valor médio da cesta básica nacional de alimentos para o sustento de uma pessoa adulta na cidade de Três Pontas é de R$497,94. Esse valor corresponde a 51,79% do salário mínimo líquido. Dessa forma, um trabalhador que recebe um salário mínimo mensal precisa trabalhar 104 horas e 50 minutos por mês para adquirir essa cesta em Três Pontas.

Entre os meses de outubro e novembro de 2020, dos 13 produtos componentes da cesta básica pesquisada em Três Pontas, nove tiveram alta dos preços médios, são eles: batata, tomate, óleo de soja, banana, arroz, açúcar refinado, carne bovina, manteiga e café em pó. Apenas três produtos tiveram queda em seus preços médios, são eles: leite integral, farinha de trigo e feijão carioquinha.

Assim como foi verificado em Varginha, o Índice da Cesta Básica de Três Pontas apresentou considerável elevação neste mês provocada pela alta volatilidade nos preços dos hortifrutigranjeiros, bem como pela continuidade do aumento nos preços do óleo de soja, arroz e carne bovina. Espera-se que na próxima sondagem ocorra uma queda nos preços dos hortifrutigranjeiros (tomate e batata), desde que grandes alterações climáticas não atrapalhem a produção. Porém, é preciso salientar que produtos como óleo de soja, arroz e carne bovina ainda devem permanecer em níveis elevados em virtude da baixa disponibilidade interna, aumento das exportações e elevação na demanda. Especialistas afirmam que somente no início de 2021 esses produtos podem apresentar queda mais considerável nos preços, principalmente com o início das próximas safras, especialmente da soja.

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