Secretários do Governo de Minas dialogam com a indústria da comunicação e do audiovisual

Leônidas Oliveira, da pasta de Cultura e Turismo, e Roberto Bastianetto, de Comunicação participaram de reunião com o setor

No encontro da Câmara da Indústria da Comunicação e do Audiovisual da FIEMG desta quarta-feira, 27 de maio, os setores representados pelo colegiado apresentaram pleitos ao Governo de Minas Gerais. Participaram da reunião o recém-empossado secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, e o subsecretário de Estado de Comunicação, Roberto Bastianetto. O diálogo contou ainda com a presença do presidente da Federação, Flávio Roscoe.

O presidente do Sindicato da Indústria do Audiovisual de Minas Gerais, Gérson Barral, apresentou pleitos considerados prioritários do setor para o Governo do Estado. São eles: a criação de um comitê de patrocínio unificado, que possa democratizar e descentralizar o acesso a editais públicos de fomento à cultura, sejam eles da própria Secretaria de Cultura e Turismo (Secult) ou de empresas estatais, como Cemig, Copasa e Codemge; a viabilização de projetos mineiros já aprovados na Agência Nacional do Cinema (Ancine); e esclarecimentos ao setor sobre o andamento dos trabalhos do Funcine, um fundo de investimento criado pela Codemge para apoio ao audiovisual mineiro.

Com dez dias de trabalho à frente da Secretaria de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira mostrou-se favorável aos pleitos do setor. Ele entende que a unificação de esforços da iniciativa privada, do Executivo estadual e das empresas públicas mineiras é o caminho para o fortalecimento de toda a cadeia produtiva. “É necessária a organização do audiovisual mineiro, para que ele seja o grande promotor da cultura do estado dentro e fora do Brasil”, pontuou. Para o secretário, um diálogo com o ministro do turismo, Marcelo Álvaro Antonio, será fundamental para destravar os projetos na Ancine.

Oliveira anunciou que a Secult irá lançar editais para o fomento a lives em Minas Gerais, promovendo o setor cultural durante a pandemia do novo coronavírus. Serão R$ 2,5 milhões do Executivo e mais R$ 5 milhões por meio da Cemig. “É importante que esse esforço possa descentralizar as ações culturais e abranger todo o estado”, afirmou.

O presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, entende que o momento de crise passado pelo estado e pelo país devido à pandemia é especialmente desafiador para o setor cultural. “Para a comunicação, nem tanto, uma vez que novas tecnologias já estão incorporadas e o setor reage a elas, mas na área da cultura, a impossibilidade de realizar eventos é catastrófica. É preciso encontrar novos caminhos de receita, que poderão, inclusive, se tornarem perenes mesmo após a crise”, opinou.

O industrial apoiou os pleitos do setor e lembrou que a FIEMG apresentou ao Governo Federal mais de 300 propostas da indústria mineira para o Governo Federal, tendo a desburocratização como tema central, seja em aspectos trabalhistas, tributários, ambientais ou de acesso a crédito. “Muitos desses pedidos já se tornaram normas e estão ajudando as empresas e a sociedade a passar por esse período”, disse.

O subsecretário de Comunicação, Roberto Bastianetto, agradeceu a FIEMG pelo trabalho desenvolvido, que também foi levado ao Governo de Minas Gerais e gera resultados no estado. Ele ainda citou as ações lideradas pela entidade para a construção de hospitais de campanha e para a fabricação de ventiladores mecânicos para tratamento de Covid-19 e de álcool em gel. A exemplo da Secult, a Sub Secretaria Estadual de Comunicação – Secom comandada por Bastianetto, também recebeu diversas propostas e sugestões do setor produtivo encaminhadas pelo Sindicato dos Proprietários de Jornais, Revistas e Veículos de Comunicação Digital de Minas Gerais – Sin dijori. O presidente da Câmara de Comunicação e Audiovisual da Fiemg, Rodrigo Silva Fernandes, que também preside o Sindijori, tem mantido proximidade com a Secom para levar as pendências do setor.

Fonte: Sindijori MG

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