Reféns contam o terror que passaram no banco em Elói Mendes

Reféns contam o terror que passaram no banco em Elói Mendes

Durante três horas, três reféns ficaram sob a mira de revólveres na frustrada tentativa de assalto ao Banco Bradesco em Elói Mendes, na manhã de terça-feira (14). O criminoso acabou se entregando às 12h30.

Uma das gerentes do banco que mora em Paraguaçu, contou que quando ia para o trabalho, pela manhã, na BR-491, próximo à Pousada Vale das Pedras, passou a ser seguida por um veículo Peugeot preto. O veículo então começou a dar batidas na traseira do carro da funcionária e ela então parou para evitar um acidente mais grave.

Quatro homens encapuzados então a renderam e um dos assaltantes entrou no carro com ela. Os outros disseram que iam para Paraguaçu até a casa de sua família e as manteria reféns para que cooperasse.

O criminoso, identificado mais tarde como sendo de Alfenas, chegou na agência apontando o revólver para o pescoço da vítima e exigiu que o vigilante, de 54 anos, abrisse a porta. Do lado de dentro, tomou-lhe a arma e vestiu o colete balístico e pegou todos os celulares. A todo o momento emeaçando as vítimas com a arma.

As vítimas relataram o temor que o bandido as atingisse. “Ele ameaçava disparar a arma de fogo, chegando inclusive a fazer pontaria para onde se encontravam os policiais militares do cerco”, disse uma refém.

No banco estavam então cinco pessoas, três gerentes, um vigilante e uma faxineira. O outro vigilante chegou na porta do banco, viu que alguma coisa estranha estava acontecendo, saiu e chamou a polícia. Neste momento, a gerente que mora em Paraguaçu e um outro colega conseguiram sair, permanecendo então como reféns, um vigilante, uma gerente e a faxineira.

O cerco

Os policiais militares de Elói Mendes, assim que chegaram, isolaram todo o quarteirão. Receberam reforço do 24º Batalhão de Polícia Militar e da Delegaria Regional de Polícia Civil de Varginha. O comandante, ten. cel. Marcos Serpa, e o delegado Regional, Wellington Clair de Castro, participaram pessoalmente das ações. Foi acionado depois reforço do Batalhão de Operações Especiais (BOPE). E começou a negociação com o assaltante, através de uma janela na garagem do prédio.

Toda a ação do assaltante foi monitorada por câmeras de segurança do interior do banco e por agentes de inteligência postados nos prédios com visão ao interior do banco. E assim conseguiram identificar o assaltante como sendo Antônio César Leal, de 36 anos, conhecido da polícia de Alfenas por tráfico de drogas, roubo a mão armada e outros crimes.

O pai do assaltante então foi trazido de Alfenas para ajudar nas negociações. Antônio César então se rendeu, liberando os reféns, entregando as armas e o colete à prova de balas.

Ele informou que os seus comparsas, que participaram do planejamento e execução do ato, seriam oriundos da cidade de São Paulo, sem maiores detalhes. A polícia continua com cerco e diligências na zona rural e cidades circunvizinhas para tentar localizar os outros envolvidos.

O assaltante preso foi levado ao Pronto Socorro de Elói Mendes para exame de corpo delito e trazido ao Presídio de Varginha.

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