Professora da FGV Energia apresenta tendências do setor de petróleo e gás

O “Contexto atual e tendências da indústria do setor de Petróleo e Gás” foi o tema da palestra on-line realizada pela professora e assessora estratégica na FGV Energia, Fernanda Delgado, na terça-feira (7/7). O debate foi promovido pela Câmara da Indústria de Petróleo e Gás da FIEMG.

Segundo a palestrante, a pandemia trouxe uma aceleração para as nossas vidas. “Não há ruptura sendo colocada e sim uma aceleração de tendências. As reuniões online, o delivery, a preocupação maior com a proteção da nossa saúde, tudo isso já vinha acontecendo, mas foi acelerado por causa da Covid-19”, iniciou Delgado.

O cenário atual do setor indica que, hoje, cerca de três bilhões de pessoas estão em lockdown, o que gerou 46% de redução no tráfego aéreo, um corte na produção de petróleo da ordem de 10 MMbbl/d (milhões de barris por dia), 30% de redução de consumo de gasolina e no etanol, 15% no diesel e 80% no QAV (querosene de aviação) no Brasil. “A Covid-19 instalou um colapso na demanda. Produtores do Oriente Médio aumentaram as exportações, enquanto a demanda decrescia, resultando em uma super oferta maciça: um excesso de oferta e baixa da demanda ao mesmo tempo”, afirmou a professora. 

Para a especialista, os principais concorrentes do Brasil para a atração de investimentos são os países vizinhos. “Quando se trata de investimentos na área do petróleo, o Brasil não concorre com Oriente Médio ou a Rússia, mas com os países em seu entorno estratégico, como a Argentina, Colômbia”.

O presidente da Câmara, Humberto Machado Zica, reforçou a necessidade de manter os atores da cadeia produtiva do petróleo e do gás alinhados. “Continuamos trabalhando em prol do fortalecimento da indústria, mesmo em um momento tão difícil. As empresas no estado estão muito focadas em outros setores, mas é preciso procurar diversificar a matriz energética e a carteira de clientes também. É fundamental que a indústria aproveite o momento para se qualificar e se preparar, pois quando as atividades voltarem, não estaremos em desvantagens”, finalizou o presidente.

Fonte: Fiemg.

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