Presídio de Elói Mendes tem infecção zero de covid-19

O presídio de Elói Mendes (Sul de Minas) é um dos poucos no País onde nenhum preso se infectou com o novo coronavírus. Os excelentes resultados tornam-se mais relevantes porque essa unidade é porta de entrada de novos encarcerados de seis regiões do Estado de Minas Gerais, o que aumenta o risco de contaminação.

À frente da comarca está a juíza Adriana Calado Paulino. A magistrada explica que o presídio é de pequeno porte e tem 45 vagas oficiais. Mas sempre está superlotado, com ocupação acima de 80 presos. “Há períodos com até 110 pessoas”, diz.

Com a chegada da pandemia do novo coronavírus e do isolamento social, a Administração Penitenciária do Estado de Minas Gerais elaborou uma metodologia para a entrada de novos presos nos estabelecimentos penais. A proposta é concentrar essa admissão em um único presídio por região.

A iniciativa prevê que os presos sejam remanejados para outros presídios e penitenciárias da mesma região em um prazo de 14 dias.

O presídio de Elói Mendes foi escolhido como “porta de entrada” da 6ª Região, desde 18 de março de 2020. Essa região abrange as Comarcas de Varginha, Três Corações, Três Pontas, Nepomuceno, Lavras, além de Elói Mendes.

Protocolos de entrada

A juíza Adriana Calado Paulino explica que, com essa orientação, os protocolos de entrada e verificação dos presos foram renovados, intensificados e cumpridos pela direção do presídio de Elói Mendes.

Muitas dificuldades foram enfrentadas no início da execução da nova estratégia, mas atualmente o quadro é mais estável e vários avanços foram implementados. Entre eles, “houve a contratação de duas enfermeiras para ministrar medicamentos, vacinas, efetuar medição de temperatura e atender demandas de saúde dos custodiados”, diz a magistrada.

Se for detectado algum sintoma, o preso é imediatamente colocado em cela isolada, ali permanecendo até passar o período de contágio ou até que possa realizar um novo teste. Se necessário, os presos são levados ao hospital municipal para atendimentos mais complexos ou por médicos.

“Tais iniciativas geraram maior tranquilidade tanto para os acautelados quanto para os agentes penitenciários”, afirma a juíza. Fonte: TJMG.

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