Operação “Ouro Verde”: repressão ao desvio de café na região

Operação “Ouro Verde”: repressão ao desvio de café na região

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, terça-feira (13), a operação “Ouro Verde”. Foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão, e outras medidas cautelares requeridas na investigação que apura desvios de sacas de café de produtores rurais. Na ação, a equipe apreendeu documentos, dinheiro, equipamentos eletrônicos, além de 11 porções de substância semelhante à cocaína e três armas de fogo.

As investigações apontam que foram desviadas 25 mil sacas de café no município de Três Pontas, Sul do estado, e o prejuízo calculado, até o momento, é de aproximadamente R$ 10 milhões. A PCMG, em conjunto com o Ministério Público, iniciou há seis meses as investigações que deram origem à operação, quando alguns cafeicultores do município de Três Pontas foram surpreendidos com desvio de café no Armazéns Gerais.

O Chefe do Departamento da PCMG em Lavras, Delegado Pedro Paulo Uchoa, e o Delegado Regional em Lavras, Josias Moreira Giffoni, explicaram que no curso dos trabalhos foram colhidos indícios da prática de outros crimes, tais como organização criminosa, falsidade ideológica e sonegação fiscal, além do envolvimento de pessoas jurídicas ligadas ao ramo do comércio de café.

Segundo informações da Receita Federal, que passou a integrar a força tarefa, o esquema de sonegação se baseava na utilização de empresas que emitiam notas fiscais ideologicamente falsas para acobertar a compra de café.

A Receita Federal apurou que essas empresas foram responsáveis pela emissão, nos últimos quatro anos, de R$ 1,5 bilhão de notas fiscais inidôneas. As investigações permanecem em curso para identificar mais pessoas envolvidas no esquema criminoso.

Participaram da operação, 62 policiais civis e 14 servidores da Receita Federal, entre auditores e técnicos. Os flagrantes foram encaminhados para a Delegacia de Varginha, e os documentos para Três Pontas, onde tramita o inquérito policial.

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