Grupo Unis participa de estudo sobre impacto da pandemia em idosos

A mobilidade dentro e fora de casa possibilita uma vida ativa, com propósito e significado na velhice. A pandemia por SARS-CoV-2 (o coronavírus) impõe enormes desafios para toda a sociedade.

As pessoas idosas estão sendo altamente afetadas. Não só porque têm maior risco de desenvolver as formas graves da Covid-19 mas, também pelas recomendações de distanciamento e isolamento social. A restrição da mobilidade nos espaços de vida, em particular fora de casa, leva a uma diminuição do nível de atividade física e resulta no comprometimento da capacidade funcional, dificulta o manejo das doenças crônicas e aumenta o risco de fragilidade.

Quais serão os impactos desse período de isolamento social na mobilidade dos idosos? Quais serão estas trajetórias da mobilidade ao longo dos próximos meses, ao longo do curso da pandemia? De quais fatores irá depender essa recuperação dos níveis de mobilidade pré-pandemia?

Pesquisadores de diferentes universidades brasileiras se reuniram em uma rede de pesquisa denominada Remobilize (Rede de Estudos em Mobilidade no Envelhecimento) para conduzir este estudo que será conduzido por meio de questionários online e de entrevistas por telefone.

A Coordenadora do curso de Fisioterapia do Grupo Unis, Profa. Mônica Ferreira faz parte dessa rede. A professora chama a atenção: “Se antes da pandemia cerca de 1/3 dos idosos já apresentam problema de mobilidade, como ficará esse cenário em decorrência da pandemia onde boa parte dos idosos que estão confinados em casa? As consequências sociais, psicológicas e físicas serão profundas e nesse momento invisíveis, dada a gravidade da situação da Covid-19”.

De acordo com ela: “Há um ciclo declinante na capacidade funcional quando uma pessoa idosa se mexe pouco e fica muito tempo sentada. E esse impacto negativo pode ser longo e duradouro aumentando os níveis de dependência. A mobilidade é um indicador da qualidade de vida na velhice. Idosos com limitação da mobilidade em geral precisam de ajuda de outras pessoas e acabam perdendo a autonomia”.

Andar para onde se deseja permite uma vida mais independente com maior autonomia. Manter a mobilidade na velhice é fundamental”, conclui a Profa. Mônica.

Todos os idosos, com 60 anos ou mais, podem participar. Pelo QRCode:

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