Desafios da construção civil em tempos de Covid-19

A Câmara da Indústria da Construção da FIEMG realizou reunião, via webconferência em razão do coronavírus, nesta sexta-feira, dia 26/06.

“A Covid-19 e os impactos tributários” foram apresentados pela coordenadora tributária do escritório PLC Advogados, Maria Carolina Gontijo. As medidas implementadas pelos governos federal e estadual e a postergação de obrigações acessórias, parcelamentos e impactos quanto à regularidade fiscal estiveram em debate durante o encontro virtual. Para a advogada foram implementadas medidas pontuais, sem incentivos concretos para as empresas. “Essas ações tributárias são como ‘tiros curtos’, o que provoca falta de planejamento para os contribuintes”, afirma. Gontijo pontua que, apesar do momento atual de crise, as empresas podem ter algumas oportunidades fiscais com planejamento estratégico, créditos fiscais, substituição em garantia e principais medidas judiciais relacionadas à pandemia.

O presidente do colegiado e vice-presidente da FIEMG, Teodomiro Diniz Camargos, ressalta que o trabalho feito pela entidade durante a pandemia em defesa das indústrias tem sido muito importante. Mas, segundo Diniz Camargos, alguns pontos apresentados por Maria Carolina ainda podem ser pleiteados pela FIEMG para ajudar na retomada da atividade econômica.

Wagner Costa, gerente de Meio Ambiente da FIEMG, falou sobre o trabalho desenvolvido na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) na reciclagem de resíduos da construção civil. De acordo com Costa, a indústria mineira tem que transformar o processo da Economia Circular em oportunidades de negócios. Segundo Diniz, a cadeia produtiva da construção produz um volume significativo de resíduos e é mais do que necessário criar soluções para deposição adequada.

Outro ponto em pauta na reunião foi o Marco Legal do Saneamento. “Depois de décadas sem sair do papel, foi aprovado o projeto. Serão necessários investimentos exorbitantes, cerca de R$ 700 bilhões nos próximos anos. Será positivo para a população e para a indústria como um todo”, pontua Diniz.

Ieda Vasconcelos, economista do Sinduscon/MG, apresentou indicados econômicos e deu boas notícias sobre o desempenho do setor e perspectivas da economia nacional. “Parece que o fundo do poço já passou, isso se não tiver um segunda onda da doença”, diz.

Fonte: Fiemg

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