Custo da cesta básica volta a subir em Varginha

O Índice da Cesta Básica de Varginha (ICB-UNIS), calculado pelo Departamento de Pesquisa do Grupo Unis, teve alta de 6,40% neste mês de agosto em comparação com julho. Foi a maior alta neste ano de 2021 e a segunda maior no intervalo de 12 meses.

Como já era esperado, a queda na temperatura e as fortes geadas impactaram bastante a oferta de muitos produtos, principalmente os hortifrutigranjeiros. No período de 12 meses, de agosto de 2020 a agosto de 2021, a cesta básica em Varginha apresentou alta de 25,81%. No acumulado deste ano de 2021, entre janeiro e agosto, houve um aumento de 0,40%. A pesquisa coleta os preços de 13 produtos que compõem a cesta básica nacional de alimentos nos principais supermercados da cidade, tendo como base a metodologia do DIEESE.

A pesquisa mostra que neste mês de agosto o valor médio da cesta básica nacional de alimentos para o sustento de uma pessoa adulta na cidade de Varginha é de R$509,83, o que corresponde a 50,11% do salário mínimo líquido. Sendo assim, um trabalhador que recebe o salário mínimo mensal precisa trabalhar 101 horas e 58 minutos no mês para adquirir essa cesta.

Comparando os preços de agosto com o mês anterior, é possível verificar que, dos 13 produtos componentes da cesta básica pesquisada em Varginha, 11 tiveram alta nos preços médios: batata, banana, tomate, pão francês, café em pó, farinha de trigo, açúcar refinado, leite integral, feijão carioquinha, manteiga e óleo de soja. Apenas dois produtos tiveram queda em seus preços médios: carne bovina e arroz.

Conforme previsto pelo Departamento de Pesquisa do Unis, as geadas e a forte queda de temperatura nas últimas semanas trouxeram grande impacto na oferta de quase todos os produtos da cesta básica e culminou com alta nos seus preços médios. Os hortifrutigranjeiros foram os que demonstraram esse impacto de forma mais rápida e mais forte em função da sua cadeia produtiva mais curta. Porém, há que destacar também a influência no café em pó e nos derivados do trigo. O fim da onda de frio e o aumento nas temperaturas, caso ocorram, poderão contribuir para uma nova aceleração nas safras dos hortifrutigranjeiros e provocar um alívio nos seus preços no curto prazo, ao menos até o fim da colheita da safra de inverno. É importante que o consumidor procure os produtos menos impactados pela onda de frio a fim de diminuir o impacto no orçamento doméstico.

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