Com pandemia, empresários pedem menos juros e mais crédito

Prefeito de Varginha, Vérdi Melo, e Secretário de Desenvolvimento Econômico, Juliano Cornélio, participaram do encontro do Sul de Minas. A região defende que Recomeça Minas preveja mais prazo para pagar dívidas.

“Nós queremos aqui aproveitar este momento para parabenizar a Assembleia Legislativa de Minas Gerais por essa iniciativa de ouvir os municípios e conhecer suas realidades neste momento crítico por que passa a economia, um dos reflexo da pandemia. Precisamos unir forças, pensar no coletivo para juntos buscarmos a recuperação econômica dos nossos municípios, do nosso Estado”, disse Vérdi.

Redução ou mesmo o fim de juros e de multas para regularizar o pagamento de impostos, facilidades na obtenção de crédito e início do pagamento das dívidas parceladas somente no ano que vem. Estas foram algumas das medidas defendidas, na manhã desta segunda-feira (19/4/21), por empresários, comerciantes e políticos para amenizar os efeitos da crise econômica decorrente da pandemia de Covid-19.

Eles participaram do encontro regional do Recomeça Minas que teve Varginha como base no Sul de Minas nesta segunda-feira, 19, pela manhã. Com o objetivo recolher sugestões da sociedade para o aperfeiçoamento do projeto, desde a última quinta (15) estão sendo realizados quatro encontros regionais por dia, todos em formato on-line. A programação termina nesta terça (20).

Plano da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para incentivar a recuperação econômica do Estado, o Recomeça Minas está contido no Projeto de Lei (PL) 2.442/21, em análise no parlamento mineiro.

Os participantes da manhã foram unânimes em defender que a vacinação seja acelerada. Também elogiaram o PL 2.442/21, que tem o presidente da Assembleia, deputado Agostinho Patrus (PV), como primeiro signatário e que prevê a redução de multas e juros de impostos para regularização das dívidas e, ao mesmo tempo, a utilização de recursos gerados por essa medida no socorro aos setores mais atingidos pela pandemia.

O empresário e professor universitário Júnior Furtado considerou que o projeto trabalha a política fiscal com a redução de impostos e transforma esse benefício fiscal em recursos que podem ajudar os setores afetados. “As empresas que não forem socorridas vão fechar e não vão pagar impostos, mas se mantivermos a sobrevida dessas empresas, além de manter empregos, no futuro elas podem voltar a pagar os impostos”, apontou.

presidente da Associação Comercial e Industrial de Pouso Alegre, Ibrahim Kallás, defendeu que, além da ajuda do poder público, sejam pensadas, já durante a crise, estratégicas de recomeço específicas para cada segmento da economia.

Multas zeradas e redução de ICMS são reivindicadas

presidenta da Associação Comercial e Industrial de Andradas, Rosana Fraga Souza, defendeu a alíquota zero de multas e juros, além da suspensão no pagamento dos impostos por três meses. Para ela, essas medidas são fundamentais para que os empresários voltem a ter dinheiro em caixa.

Deixe um comentário