Cesta básica em Varginha sobe pelo quinto mês consecutivo

Cesta básica em Varginha sobe pelo quinto mês consecutivo

O Índice da Cesta Básica em Varginha (ICB-UNIS), calculado pelo Departamento de Pesquisa do Grupo Unis, apresentou alta de 1,85% entre os meses de novembro e dezembro deste ano, sendo o quinto mês consecutivo de elevação.

O considerável aumento nos preços médios da banana, batata, carne bovina e feijão carioquinha foram decisivos para a elevação do índice. A pesquisa coleta os preços de 13 produtos que compõem a cesta básica nacional de alimentos nos principais supermercados da cidade seguindo a metodologia nacional do DIEESE. 

Em 12 meses, de dezembro de 2019 a dezembro de 2020, o valor da cesta básica em Varginha teve aumento de 20,77%. No acumulado do ano de 2020 a elevação foi de 21,18%. A pesquisa verificou que neste mês de dezembro o valor médio da cesta básica nacional de alimentos para o sustento de uma pessoa adulta na cidade de Varginha é de R$494,68, o que corresponde a 51,45% do salário mínimo líquido. Dessa forma, o trabalhador que recebe um salário mínimo mensal precisa trabalhar 104 horas e 09 minutos no mês para adquirir essa cesta.

Entre os meses de novembro e dezembro de 2020, dos 13 produtos componentes da cesta básica pesquisada em Varginha, 9 tiveram alta nos preços médios, são eles: banana, batata, carne bovina, feijão carioquinha, leite integral, açúcar refinado, farinha de trigo, arroz e óleo de soja. Quatro produtos tiveram queda em seus preços médios, são eles: tomate, pão francês, café em pó e manteiga.

“Mais uma vez ficou evidente o impacto dos hortifrutigranjeiros e de produtos como carne bovina e feijão carioquinha na variação do valor da cesta básica. No relatório anterior apontamos a possibilidade de diminuição do preço do tomate, o que se confirmou neste mês, mas a batata continuou em elevação juntamente com a banana. Espera-se que estes produtos tenham quedas no curto prazo em função da chegada de nova safra. Produtos como arroz e óleo de soja se estabilizaram em valores muito altos e a queda nos seus preços médios deve demorar um prazo maior, da mesma forma em relação à carne bovina. Tais comportamentos ocorrem em função da desvalorização da taxa de câmbio, do aumento das exportações e da alta demanda interna”, concluiu o responsável pela pesquisa Prof. Dr. Pedro dos Santos Portugal Júnior.

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