Agrotecnologia no dia a dia

Nova série nas redes sociais traz dicas e receitas baseadas em tecnologias difundidas pela EPAMIG

(Belo Horizonte – 7/8/2020) – A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) estreia, nesta sexta-feira, 7 de agosto, no Canal Oficial no Youtube, a série “AgroTecnologia no dia a dia”. A proposta é trazer, a cada semana, temas que representem a presença das tecnologias geradas pela Empresa no cotidiano na população.

O primeiro conteúdo é receita uma geleia de hibisco, preparada pela pesquisadora Izabel Cristina dos Santos. Conhecido popularmente como vinagreira, rosélia e quiabo-azedo, dentre outros nomes, o hibisco é uma planta alimentícia não convencional (Panc), usada em saladas (folhas), sucos, chás, doces e geleias (flores e frutos). Para esse preparo serão utilizados os cálices retirados dos frutos maduros.

A EPAMIG desenvolve projetos que buscam resgatar o cultivo e o consumo de hortaliças tradicionais, também conhecidas como não convencionais (HNC), possibilitando uma nova fonte de renda para agricultores familiares e a diversificação na alimentação da população, por meio da oferta de produtos altamente nutritivos. Essas plantas são, em sua maioria, rústicas, de fácil cultivo e ricas em vitaminas e sais minerais. Além disso, contam com um componente afetivo, uma vez que, várias dessas espécies são parte da cultura e da tradição culinária mineira e, há alguns anos, eram facilmente encontradas em quintais e hortas domésticas.

Identificação e consumo

As pesquisas com Panc têm ajudado na identificação de hortaliças que fazem parte da tradição culinária de diferentes regiões de Minas Gerais e do Brasil. Dentre as espécies estudadas estão a araruta, usada para a obtenção de polvilho e farinhas; a azedinha, consumida em saladas ou como ingrediente na composição de recheios e ensopados; a capuchinha, também conhecida pelas propriedades medicinais; o ora-pro-nobis, utilizado no preparo de caldos e na combinação com frango e costelinha de porco; além de outras plantas.

Outro ponto destacado no estudo é a importância da correta identificação das HNC e do modo de preparo para a segurança do consumidor final. Algumas dessas hortaliças são tóxicas se consumidas cruas, ou podem ser confundidas com plantas que não são comestíveis. Um exemplo é a taioba que sempre deve ser consumida cozida ou refogada.

Minas Gerais possui bancos de hortaliças não convencionais que integram o programa “Bancos Comunitários de Multiplicação e Conservação de Hortaliças Não Convencionais”, desenvolvido em parceria pela EPAMIG, Emater-MG, Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, Embrapa, Universidade Federal de Viçosa, associações, produtores e algumas prefeituras.

No site da EPAMIG é possível fazer o download gratuito da cartilha “Hortaliças não convencionais: Saberes e Sabores”, que lista características de algumas das espécies estudadas e traz dicas de preparo de pratos com esses ingredientes.

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