Agricultora de 88 anos é referência na família de produtores de café em Varginha

Agricultora de 88 anos é referência na família de produtores de café em Varginha

Os 88 anos de idade não são obstáculo para que uma produtora rural de Varginha, no Sul de Minas Gerais, mantenha disposição para as atividades no campo. Numa propriedade de 20 hectares, dona Maria Isolina de Souza é referência numa família que investe na produção de café.

Hoje o trabalho é desenvolvido junto com os filhos e netos. Dona Maria lembra que esta sucessão familiar na propriedade vem de várias décadas. Sentada em frente de casa, ela conta dos tempos quando era bem jovem e já ajudava o pai na lida da fazenda.

“Eu buscava as vacas para o meu pai, de madrugada. Enquanto ele fazia café, eu ia buscar as vacas para tirar leite. Eu tinha medo de ir sozinha, porque era longe. Ia com a luz de querosene buscar as vacas no escuro. Desde cedo trabalhava na enxada, capinava arroz”, relembra.

Atualmente, a criação do gado leiteiro não existe mais. Além do café, a família também cultiva pequenas lavouras de outros produtos “Aqui a gente plantava mandioca, batata. Agora é quase só café. Tem feijão e também plantamos um pouquinho de milho”, conta dona Maria Isolina.

A produção de café da fazenda Mato da Onça é de 300 sacas por ano, vendidas para cooperativas da região. Recentemente, a família começou também a produzir cafés especiais. O resultado já apareceu, com a vitória no 4º Concurso de Cafés Especiais da Cooperativa dos Produtores de Café Especial dos Martins (Coopercafem). A inscrição da amostra foi feita pela neta da dona Maria, Renata de Souza, em 2017.

Maicon de Souza, de 25 anos, é o neto mais novo da dona Maria Isolina que trabalha com a produção de café na propriedade. Ele conta que são oito pessoas da família trabalhando na lavoura. “Meu bisavô foi o primeiro a começar a mexer com o café. Depois passou para minha vó e meu pai também foi seguindo os passos. Hoje eu e minha irmã estamos acompanhando eles, e trabalhando na lavoura. Então tem a minha avó, tem pai, mãe, tio, irmãos, genro, esposa”, comenta.

O produtor afirma que a avó ainda faz questão de trabalhar com o café. “O serviço de mexer o café no terreiro para secar é ela que gosta de fazer”, diz.

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